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Sonetos e Sonetos

A poesia é o alimento do espírito!!
O leitor é o alimento do ego!!
O autor deve ser devorado pelo leitor!!!!

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

 

 

O Amor Como Vício

Soneto de Abertura**

 

O amor é uma droga... 

É o meu maior vício! 

Eu me viciei nessa droga! 

O coração em solstício, 

 

Desregulada e muito louca!! 

Eu quero dele agora a boca! 

É já! Minha vontade é o agora!!! 

Quero-a por todas as horas. 

 

Meu vício é ele! O meu bem 

E meu mal! Quero-a e não vem 

Agora a sua boca para meu bem!! 

 

Ora, amor é a pedra no meu caminho! 

Quem mandou ele fomentar meu ninho? 

Foi só para me deixar nesse descaminho? 

(Sartório Wilen)

 

 

       Uma Dependência sem Fim

 

Eram quase três da manhã, e Carla ainda estava acordada. O quarto escuro parecia apertá-la, como se as paredes se fechassem um pouco mais a cada segundo. A janela aberta deixava entrar a brisa fresca da madrugada, mas o coração dela batia forte, quente, como se estivesse preso em um inferno particular. O celular, jogado ao lado da cama, piscava de vez em quando, entretanto nunca com a notificação que ela desejava.

 

— Ele não vai responder... — murmurou, frustrada, jogando-se de volta no travesseiro.

 

Carla estava obcecada. Obcecada por Daniel, o homem que a enfeitiçara desde o primeiro beijo. A sensação era incontrolável, como se uma força invisível a puxasse para ele, não importava o que fizesse. Era um vício que a corroía lentamente, um desejo constante de estar perto dele, sentir seu toque, ouvir sua voz.

 

Aquele silêncio era insuportável. Sentia que cada segundo sem uma mensagem dele, era um ataque à sua sanidade. Queria, precisava, que ele falasse com ela, que estivesse presente, que a quisesse da mesma forma que ela o queria. porém as horas passavam, e nada... Uma angústia profunda tomava conta de seu peito e seus pensamentos giravam em torno do que ele poderia estar fazendo, ou pior, com quem.

 

De súbito, seu telefone vibrou. Ela saltou da cama, ansiosa, mas ao ver a tela, a decepção foi imediata. Era apenas uma mensagem de trabalho.

 

— Droga! — exclamou, sentindo uma onda de raiva atravessá-la.

 

Sentiu-se desamparada, como se estivesse à mercê de algo maior do que ela própria. A sensação era quase física, como uma droga. "O amor é uma droga", pensou. "E eu estou completamente viciada."

 

O dia em que conheceu Daniel parecia tão distante, contudo, a lembrança ainda era vívida. Ele se apresentou charmoso, envolvente, parecia entender seus desejos mais íntimos. E então, com o passar do tempo, a atenção foi diminuindo. As mensagens, que antes eram constantes, tornaram-se espaçadas. As promessas de encontros transformaram-se em desculpas vagas. No entanto, mesmo sabendo disso, Carla não conseguia se desvencilhar da necessidade de ter Daniel por perto. O vício era maior que ela.

 

— Eu preciso de você — ela disse em voz alta, como se as palavras pudessem atravessar o espaço e o tempo até ele.

 

Lembrou-se das noites que passaram juntos, de como ele a fazia rir e como, de alguma forma, sempre parecia escapar quando as coisas ficavam sérias. Como se ele soubesse o poder que tinha sobre ela, e isso o fizesse manter distância, mantendo-a sempre na linha tênue entre o desejo e a frustração.

 

— Meu vício... meu bem... e meu mal — sussurrou Carla, quase sem perceber.

 

Ela levantou-se da cama, incapaz de ficar parada. Caminhou pelo apartamento, o coração apertado, como se cada passo fosse uma busca por algo inalcançável. O eco de seus sentimentos reverberava em cada canto da casa. "Quero-o por todas as horas... mas ele não vem!!!!!!!"

 

Carla passou as mãos pelos cabelos, os olhos agora lacrimejando. Era como se estivesse presa em um ciclo, um labirinto emocional do qual não conseguia escapar. "Amor é a pedra no meu caminho!!!", pensou, repetindo para si mesma. Cada passo que tentava dar para seguir em frente, era barrado pelo próprio desejo de ter o amado de volta.

 

Ela pegou o telefone de novo, hesitante. As horas avançavam e, no fundo, sabia que enviar outra mensagem seria inútil. Mas, como todo vício, o impulso era maior que a razão. Digitou rápido, um pedido simples: "Você vem hoje?"

 

Silêncio. Mais uma vez, silêncio.

 

— Quem mandou ele fomentar meu ninho? — murmurou, ecoando a pergunta que atormentava sua mente.

 

Já havia internalizado tudo mentalmente, como se tudo tivesse sido feito para deixá-la nesse estado de desespero. Como se ele tivesse, deliberadamente, plantado a semente do vício em seu coração, apenas para depois a abandonar. E agora, sozinha em seu apartamento escuro, Carla se perguntava se algum dia conseguiria se libertar desse amor.

 

O celular vibrou novamente. Dessa vez, o nome que tanto esperava, apareceu na tela.

 

— Estou na rua de baixo. Desce.

 

Carla sorriu, aliviada. Mesmo sabendo que a resposta, essa atenção momentânea, não resolveria nada, sentiu-se aliviada. Pelo menos por esta noite, o vício seria saciado. Amanhã? Amanhã seria outro dia, com suas próprias dúvidas e inquietações.

 

Ela pegou a chave e saiu porta afora. O amor, pensou, é o vício mais devastador que existe. Mas também é o único do qual, talvez, nunca quisesse realmente se curar.

 

Comentários

O soneto, integrado à narrativa, reflete perfeitamente os sentimentos de Carla. O amor como droga e vício, a obsessão pela presença do outro, a dor causada pela ausência, e a sensação de estar em um descaminho emocional são sentimentos explorados tanto no poema quanto na história. O ciclo vicioso de dependência é a base da trama, e o soneto, posicionado no início, serve como um prenúncio poético da trajetória emocional de Carla.

 

Título: O Amor Como Vício

 

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**Soneto de Abertura** 

 

O amor é uma droga... 

É o meu maior vício! 

Eu me viciei nessa droga! 

O coração em solstício, 

 

Desregulada e muito louca!! 

Eu quero dele agora a boca! 

É já! Minha vontade é o agora!!! 

Quero-a por todas as horas. 

 

Meu vício é ele! O meu bem 

E meu mal! Quero-a e não vem 

Agora a sua boca para meu bem!! 

 

Ora, amor é a pedra no meu caminho! 

Quem mandou ele fomentar meu ninho? 

Foi só para me deixar nesse descaminho? 

 

(Sartório Wilen)

 

Análise Estrutural e Psicológica do Texto

Estrutura do Soneto

O soneto segue a tradicional forma de 14 versos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos, o que oferece uma estrutura clássica à poesia. Os quartetos estabelecem o tema principal, neste caso, o amor como vício e fonte de descontrole emocional, enquanto os tercetos concluem a reflexão com um tom de frustração e questionamento.

Primeiro Quarteto: 

  O amor é imediatamente comparado a uma droga, algo viciante que domina a vida da pessoa. A ideia de "vício" aqui reflete uma dependência incontrolável, uma entrega absoluta a algo que está além do controle racional. O uso de "solstício" sugere um ponto de mudança extrema, talvez a oscilação entre os polos do prazer e da dor no amor.

 

Segundo Quarteto: 

Aqui, o desejo toma o palco, personificado pela urgência em obter o outro. A linha "Minha vontade é o agora!!!" transmite a natureza impulsiva desse desejo, como um vício que não pode esperar. O excesso de exclamações intensifica o sentimento de desespero e necessidade imediata.

Primeiro Terceto:

O vício é novamente reforçado, mas agora com a frustração da ausência. O sujeito deseja a presença e o contato físico (a boca) do outro, mas esse desejo não é satisfeito. O conflito entre querer e não ter se estabelece, mostrando a natureza ambígua do amor, tanto "bem" quanto "mal" ao mesmo tempo.

Segundo Terceto:

  O encerramento do poema é uma reflexão sobre a armadilha do amor. A metáfora da "pedra no caminho" é uma alusão ao obstáculo que impede o sujeito de seguir em frente. A ideia de que o amor fomenta um "ninho" sugere uma falsa sensação de segurança ou lar, que na realidade leva ao "descaminho", ou seja, à perda de direção na vida emocional.

Análise Psicológica

A narrativa e o poema tratam de um estado psicológico de dependência emocional e de como o amor pode se transformar em algo que subjuga a mente e o corpo. Carla, a protagonista da narrativa, é uma representação vívida do que o soneto descreve: uma pessoa que não consegue controlar sua obsessão amorosa. Ela está presa em um ciclo de desejo e frustração, similar ao uso de uma droga.

A dependência emocional pode ser descrita como um estado em que a pessoa se torna incapaz de encontrar satisfação ou completude sem o outro. No caso de Carla, o amor por Daniel não é apenas um sentimento, mas uma necessidade compulsiva, um vício que controla sua vida. O ciclo de espera, frustração e alívio momentâneo com a atenção de Daniel espelha o ciclo de vício descrito no poema.

Neurociência e o Amor como Vício

A experiência de Carla e o tema do soneto têm paralelos diretos com o que a neurociência entende sobre o amor e a dependência. Estudos sobre o cérebro mostram que o amor romântico, ativa regiões semelhantes àquelas envolvidas no vício em drogas, especialmente o sistema de recompensa, que inclui o núcleo accumbens (centro do prazer) e o córtex pré-frontal. Estes são os mesmos circuitos ativados pelo uso de substâncias como cocaína e álcool.

1. - Dopamina:

   Quando Carla espera uma mensagem de Daniel, o cérebro dela provavelmente está inundado de dopamina, o neurotransmissor associado à expectativa de recompensa. A dopamina é responsável pela sensação de prazer e antecipação, e quando o desejo é frustrado, como quando Daniel não responde, ocorre um “déficit de dopamina”. Isso cria uma sensação de desconforto e insatisfação, semelhante à abstinência em vícios físicos.

2. - Ciclo de Recompensa:

   O vício emocional de Carla é reforçado toda vez que Daniel responde ou dá qualquer sinal de atenção. Esse “reforço intermitente” é extremamente poderoso, pois o cérebro recebe a recompensa de forma imprevisível, o que aumenta ainda mais a compulsão. A incerteza de quando (ou se) Daniel vai responder faz com que o cérebro de Carla busque continuamente aquela dose de dopamina, criando um ciclo que é difícil de quebrar.

3. - O Papel do Córtex Pré-Frontal:

   O córtex pré-frontal, que é responsável pelo controle de impulsos e pelo planejamento a longo prazo, é muitas vezes “sequestrado” em estados de amor obsessivo. Isso explica por que Carla continua a enviar mensagens a Daniel mesmo sabendo que isso não resolverá o problema. Ela não consegue “racionalizar” seu comportamento, porque sua mente está dominada por impulsos emocionais.

4. - Desregulação Emocional: 

   No poema, o coração é descrito como "em solstício", indicando uma desregulação emocional extrema. Isso pode ser interpretado como uma metáfora para o estado de desequilíbrio do sistema límbico, onde as emoções são processadas. Pessoas em relacionamentos obsessivos, como Carla, frequentemente sofrem de altos e baixos emocionais intensos, semelhantes a uma "montanha-russa" emocional, exatamente como o soneto descreve.

Análise mais Profunda

O texto que acompanha o soneto e a história de Carla são representações profundas da natureza humana em face do amor e da dependência emocional. Carla, assim como o eu lírico no soneto, sente-se aprisionada por um amor que não é recíproco de maneira satisfatória. Ela experimenta uma necessidade constante, como se o outro fosse a única fonte de prazer, apesar de essa dependência também trazer sofrimento.

O estado emocional de Carla é tipificado pela "urgência do agora", a necessidade imediata de alívio que só o contato com Daniel pode proporcionar. Isso reflete a natureza cíclica dos relacionamentos disfuncionais, onde os momentos de satisfação são curtos e seguidos por longos períodos de angústia e espera.

Do ponto de vista psicológico, Carla está presa em um relacionamento que segue o modelo da dependência emocional. O "descaminho" descrito no soneto é o resultado de uma idealização irrealista do outro, que fomenta um ninho de ilusões, mas nunca entrega a estabilidade emocional prometida.

Conclusão

A estrutura do soneto complementa e enriquece a narrativa, funcionando como um espelho poético da jornada emocional de Carla. Ambas as formas artísticas (narrativa e soneto) exploram as complexidades do amor obsessivo, as armadilhas psicológicas da dependência emocional, e os efeitos neurobiológicos dessa experiência. O uso de figuras de linguagem, como "droga", "vício", e "pedra no caminho", contribui para uma compreensão mais profunda das emoções humanas envolvidas. A história de Carla, assim como o soneto, revela que o amor, quando transformado em dependência, pode ser tanto uma fonte de prazer quanto de dor, aprisionando a mente e o coração em um ciclo difícil de escapar.

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

 

Aos seus pés

Meu amado e ilustríssimo e fugaz Leitor

De grande sapiência e de muita paciência

Para suportar meus versos peço ao amor

De seus olhos ler linhas e nas reticências

 

E de joelho aos seus magos pés do sucesso

Pedir mil perdões pelos versos em excesso

Por este ignorante querer mudar esta anta

Que nas minhas costas sempre me estanca

 

Ajude-me a tira-la desta minha besta cabeça

Ó leitor mor dos aflitos dos pseudos poetas

Fazei com que eu me sinta ao menos poeta

 

Mesmo que um chinfrim faça de mim autor

Mesmo que com dor eu suporte as críticas

Das piores ignorâncias na acidez da cítrica!

(Sartório Wilen)

terça-feira, 27 de agosto de 2024

 Pessoas negativas

Ela apresenta um problema!
Você apresenta uma solução.
Ela apresenta outro problema!
Você apresenta uma nova solução.
Ela fará uma cara de contestação
E apresentará um novo problema!
Você apresentará uma nova solução.
Contrariada não gosta reprova a solução!
E lhe trará um outro problema!
Você apresentará uma boa solução.
Desgastada não gostará da situação!
Aí você inverterá a discussão!
Dará a ela somente uma solução
Ela com certeza lhe dará o problema!
(Sartório Wilen)

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

 


A Aura da Laura

Uma vez Laura.

Várias vezes Laura!

Muitas vezes Laura!!

Ora quantas vezes Laura

 

O Poeta quiser que a Laura

Apareça com a sua Aura

De positivismo e que brilhe Aura

Dessa amada menina Laura!!!

 

E os que conheceram Laura

Dirão: - Uma vez a menina Laura

Ou várias vezes a Aura da menina Laura

 

E até mesmo inúmeras vezes a Laura!

Para o Poeta será o de sempre: a Aura

De sua poesia! Laura eternamente Laura...

(Sartório Wilen)

 


 

Conto de fadas

(Sartório Wilen)

 

Leitor! Era uma vez aquela Gata Xadrez

Que olhou e me olhou mais de uma vez!

Eu fui aquele bocó de mola, com argola

No lindo pescoço fiquei e cai como bola

 

No cesto. Senti-me como Vaca Amarela

Que caiu uma vez numa quente panela!

Um dia ela vai conhecer meu Lobo mau

E será a minha Chapeuzinho Vermelho!!!

 

Quando ela descobrir que tenho o coelho

Na minha cartola. Para lá virar num final

Diferente da história real. Vou lá joga-la,

Na floresta da Branca de Neve, sem mala,

 

E lá ainda vou mandar a Bruxa Madrasta

Com uma maçã impregnada de veneno

Em pasta. Sentirá o poder desta casta e

Morreremos no amor de Romeu e Julieta

 

Está história eu sei leitor, que contrasta

Com as que na escola você já aprendeu

É que ela é minha nova Gata Borralheira

Ela tornou-me o feijão mágico da perneta!

 

Fiz atrapalhada? Desculpa a brincadeira!

Sou o tal João do pé de feijão, entendeu?

(Sartório Wilen)

domingo, 11 de novembro de 2018

Michelle Zanin - Prêmio Universum Mulher 2015 Donna - Suíça

Essa é a lista dos ganhadores do Prêmio Internacional Mulher Universum 2015: 

1. Michelle Franzini Zanin - Brasil 
2. Domenica Cacciatore - Itália 
3. Anna Bonitatibus - Italia 
4. Patrizia Gallo - San Marino 
5. Maria Cristina Castellani - Itália 
6. Gloria Domínguez Castañeda -  México 
7. Maria Giuseppina Pagnotta Itália 
8. Luigia Paglia Suíça -  Itália 
9. Susanna Anselmi - Itália 
10. Carolyn Handschin - USA / Suíça 


A escritora Michelle Franzini Zanin, recebeu o 1° lugar no Prêmio Internacional Mulher Universum 2015. A premiação, acompanhada de sua nomeação como Embaixadora da Paz pela Universum Academy,será em 25 de outubro, na Suíça. Porém, Michelle não poderá receber o prêmio e a comenda, pois não conseguiu patrocinador para realizar a viagem. Michelle e sua família moram em Araraquara e, a pesar dos esforços, não conseguiram apoio para ir à Europa e receber o prêmio. 



Indignação!!!! 

Prêmio Universum Mulher 2015 - 

Há muito que o povo brasileiro perdeu a capacidade de indignação. Como tudo tem limite, está mais do que na hora de ressuscitamos o sentimento de indignação. A corrupção mostrada pela Lava Jato tem nos dado energia para esse ressuscitar, é tanto dinheiro desviado que não sobra nem 0,000001% em nenhum poder (Municipal, Estadual e Federal) para bancar a viagem de uma Poetisa brasileira que se destacou de maneira honrosa na Suíça ganhando o prêmio Universum Mulher 2015, até parece que temos vergonha dos nossos brasileiros honestos! Vergonha de ser criativo..

A incompreensão, a injustiça, a exclusão, a falta de incentivo, a falta de investimento e etc são desleixos e intenção de pessoas ou dirigentes de instituição política ou não, que se acham permanentes numa sociedade de muita transitoriedade, vem daí a razão da nossa vocação como artista da palavra:levar os holofotes para esses descasos. Jorge Amado já apontava em 1937 o abandono da educação, dos menores de rua e hoje muitos deles soldados do tráfico e de lá para cá se percebe que a Pátria, dita Educadora, está a mercê de ideologias que não estão preocupadas em elevar o Brasil a um patamar de reconhecimento e muito menos de entusiasmo. 

Não me estranha em saber que a nossa querida Escritora Michelle Zanin não encontre guarida na nossa sociedade em razão do já exposto.Ficar olhando a banda passar não vai adiantar em nada. Para estes olhares de alertas é que o Divino nos deu a vocação da palavra, como escritores temos a obrigação e como sentinelas desta sociedade temos o dever de usar essa mesma palavra, nossa arma poderosa, para registrar esse descaso nacional e vergonhoso internacionalmente.Faça parte desta indignação! Compartilhem!!!!!(Ademar Oliveira de Lima / Santiago Derin / Sartório Wilen)

sábado, 10 de novembro de 2018

Quando o amor acontece

Quando o amor acontece

Coração!!! Eu jurei amar nunca mais!
O que você fez comigo não se faz!
O amor, quando entra na gente, desfaz
Toda a organização de proteção nos ais!
Tira o norte, a sorte vira azar! Chove e até neva
No peito! O coração não vê rejeito! Tudo ele leva!
As ondas sobem num vendaval e o veneno vem!
Logo Impregna o espaço traz o cansaço! O mal e bem
Viram parceiros e vão do arrepio da pele ao travesseiro
Da solidão. Da alegria para os solavancos com os entreveros!
O poeta João Bosco disse: "Ninguém tira, nem doutor nem pajé!
Quando a amor acontece a gente esquece que sofreu um dia!"
A gente solta a franga! Chora as pitangas, dá pano pra manga
E nos deixa de tanga! sem a solução pronta do Posto Ipiranga!!
(Sartório Wilen)

domingo, 23 de abril de 2017

Amor puro

Amor puro

Tirei você da lama na porta de um boteco
Tratei-o com carinho fiz você meu boneco
Lavei-o com cuidado curei seus machucados
Levei a passeio no shopping e supermercados

Você foi se aquecendo do meu amor
Do meu corpo sugou todo o meu ardor
No frio lhe dei minha cama e meu cobertor
Assim se sucedeu o nosso pseudo amor

Agora eu te amo com amor de uma meretriz
Se quiser ir embora faça da vida o que quis
O meu amor é somente para vê-lo mais feliz

Não me importa em quais dos outros braços
O importante é seguir os seus firmes passos
Se ficar por você grandes loucuras eu faço!!!
(Sartório Wilen)

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quinta-feira, 30 de março de 2017

Aniversariante

Aniversariante

Eu fiz ontem mais um feliz aniversário
Data maravilhosa no meu viver anuário
Todos me desejaram muitos parabéns
Me abençoaram e eu respondi amém

O sorriso surgiu e o adulto assumiu
A voz serviu e num canto prosseguiu
O bolo se repartiu e o refri se abriu
A emoção me acudiu e o dia sacudiu

Com quem será que eu vou me casar?
Será com a Maria, Heloísa ou Dagmar?
Nada na mente, meu coração nada sente!

Porém o amor surpreendente no repente
Invade coração inocente, o calor se sente
Então apaixonadamente se torna demente
(Sartório Wilen)

domingo, 19 de março de 2017

Fim do filme

Fim do filme

O branco dos meus olhos ressalta o verde da íris
O café da minha visão escurece o meu frágil pires
Os meus seios antes lindos pontudos e bem eretos
Davam alegrias hoje caídos me incomodam é certo

Minhas coxas saradas e lisas antes imune a celulite
Hoje despencam gorduras tal como o sol em zênite
Meus pés o grande orgulho dos meus vários pisantes
Abandonados vivem em chinelos feios e angustiantes

Hoje minhas faces antes invejadas pelas minhas rivais
Perdem-se  nas rugas que servem como sulcos pluviais
Para escoamento de minhas lágrimas e os eternos ais

Meus lábios lindos por homens antes disputados
Balbuciam palavras vazias sem um alguém do lado
Vivo dos momentos de flash-backs agora gravados
(Sartório Wilen)

domingo, 12 de março de 2017

Oposição

Oposição

O mundo está passando por revoluções
E vai sacodindo pela eleição várias nações
A Direita sempre em confronto com Esquerda
Ou vice/versa e o povo que se exploda na perda

A Direita já provou que o povo não tem vez
A Esquerda veio do povo na hora e na vez
Passaram-se décadas e o povo sem a sua vez
Até parece ser a obra de Matraga a hora e vez

Gozado... Eu tenho duas mãos a direita
E esquerda e são opostas mas se ajudam
Tenho as pernas esquerda e mais a direita

As duas unidas me levam onde sol abunda!
Alguma corrente de força maior será que existe
Em atuação e que esquece que o povo existe?
(Sartório Wilen)

Pau na máquina

Pau na máquina

Chegou intimou-me na cara dura na ação
"Você é meu e boi e vaca não lambe"
Fiquei sem ação foi infarto no coração!
Desenhou o verdadeiro teatro mambembe

O meu derredor boquiaberto
Consideravam-me um esperto
Porém nem eu sabia ao certo
A arma para combate de perto

Olhei para todos em minha volta
Não percebi alguma porta em volta
Pensei " Uma boa chance volta?"

Não importa se a rua é torta
Nem se a lua é viva ou morta
Se acaba em pizza ou torta. Fui!!!
(Sartório Wilen)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Michael Jacson - Soneto

Acróstico e Tributo a Michael Jackson

M ichael Joseph Jackson a criança
I
 nda que morto o seu som balança
C
 omo cantor tornou-se um lustre
H
 omem se tranformou em ilustre

ltivo cantor compositor bailarino
E
 ncantou tanto o adulto como o menino
L
 á no Olimpo bebeu e dançou com Zeus
á na terra de mortal virou um deus

A
 lcançou na labuta da vida o estrelato
omo coletivo foi um agregador nato
K
 m e km fez-se ouvir seu som estrato

S
 ofreu na sua pele a cor e a dor
O
 u preto ou o branco seja o que for
N
 a morte fez-se um mito de toda cor
(Sartório Wilen)

Nota de falecimento

Nota de falecimento

Faleceu num acidente de curto-circuito na madrugada desta quinta-feira (1 de dezembro 2016) a minha digníssima e jovem TV Gradiente de tubo na flor de seus 20 anos e 29 polegadas. Deixou como dependentes da sua imagem a família toda.

Por motivo de força maior não haverá velório. O sepultamento será por volta das 18hs. deste sábado na rua da família numa caçamba de número 29. A condoída família autorizou a doação de todos os órgãos e componentes aos mais necessitados.

Já está marcada a oração familiar para sua despedida e para angariar fundos para a aquisição de uma TV de 43 polegadas em função do estágio avançado de miopia dos velhinhos.

A família agradece aos amigos as manifestações de carinho e há preços, salienta que aceita qualquer tipo de doação para resolver este inoportuno infortúnio!

(Sartório Wilen/Santiago Derin)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Um vôo de campeão para a história

Um voo de campeão para a história

C ampeão da sulamericana 2016
H oje se despede de sua Chapê
A delegação de dirigentes e atletas
P ara morar no céu e no coração]

E mbriagado do orgulho catarinense
C arreiras ceifadas na juventude!!!
O que? Quando Onde? Como?
E ram as indagações mais ouvidas

N inguém conseguiu bloquear a tristeza
S alve a Associação Chapecoense na
E uropa, nas Américas, na África e...

A deus aos nossos atletas, jornalistas
C omissão técnica e dirigentes
F oi um sonho vivido intensamente
(Sartório Wilen)