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Sonetos e Sonetos

A poesia é o alimento do espírito!!
O leitor é o alimento do ego!!
O autor deve ser devorado pelo leitor!!!!

terça-feira, 14 de julho de 2009

João Gostoso

De profissão nas feiras-livres um mero carregador
Num barracão morro da Babilônia era morador
Do bar Vinte de Novembro mais um frequentador
Pobre trabalhava alegre sem a presença da dor

Um amor lhe faltava era tudo o que queria
O coração em desatino arrumou-lhe moradia
A Raquel João gostoso amou até que um dia
Destino Lia depressa sua trajetória de agonia

No fatídico dia se mostrava alegre! Triste bebeu
Cantou e dançou como bailarino e quase esqueceu
A traição. A solução cozida no álcool amanheceu

Para Bandeira um poema para o jornal um à toa
Foi na Rodrigo de Freitas uma beleza de lagoa
O corpo afogou-se e alma subiu e até hoje voa
( Sartório Wilen)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Acróstico e Tributo a Michael Jackson

M ichael Joseph Jackson a criança
I
nda que morto o seu som balança
C
omo cantor tornou-se um lustre
H
omem se tranformou em ilustre

A
ltivo cantor compositor bailarino
E
ncantou tanto o adulto como o menino
L
á no Olimpo bebeu e dançou com Zeus
J
á na terra de mortal virou um deus

A
lcançou na labuta da vida o estrelato
C
omo coletivo foi um agregador nato
K
m e km fez-se ouvir seu som estrato

S
ofreu na sua pele a cor e a dor
O
u preto ou o branco seja o que for
N
a morte fez-se um mito de toda cor
(Sartório Wilen)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Só no balanço

No balanço do regaae sigo a batida do Baixo
No balanço do regaae sigo a batida da Batera
No balanço do regaae sigo a puxada da Guita
No balanço do regaae sigo a batida do Bumbo

No balanço do amor sigo a batida e me encaixo
No balanço do amor sigo como na Primavera
No balanço do amor sigo e minh'alma grita!
No balanço do amor sigo como o vôo de Jumbo

No balanço do desejo sigo a Serotonina
No balanço do desejo sigo a Dopamina
No balanço do desejo sigo a Ocitocina

No balanço do sexo sigo o torpor do prazer
No balanço do sexo sigo o pulsar e o tremer
No balanço do sexo sinto me rejuvenescer
( Sartório Wilen)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Manutenção da vida

No epicentro o núcleo da vida e da morte

Espirais circundam o umbigo por princípios

Fios circundam o ser entre a lida e a sorte

Voando os vivos vão cantando os seus vícios.


Deitada na teia esquece as veias dias sofridos

Nada faz no espaço ao tempo, senão olhar!

Um ser passa não se cuida dos olhos queridos.

Num instante de súbito a sucção do bocejar


Glúteos descansam, aguardam a hora da pança

Cabelos soltos esparramados se confundem aos fios

O imperativo dos dias cativos em rituais de dança


A visão revela na aceitação os eternos calafrios

Há a morte que fecunda a exigida perenidade.

Ah Vida!! O caminho e a sina da diversidade.

(Sartório Wilen)

sábado, 9 de maio de 2009

Dois em um

No espelho, olho os seus olhos nos olhos meus
Seus braços nos meus braços nossos abraços
Seus cabelos nos meus cabelos somos dois eus
Num só corpo e num único espaço dos espaços!

Sou você, sou eu, sou ele, sou ela e aos poucos
Pela cerca, picada, do circo emana meu ego artista
E se vê com você ao lado e de lado: dois loucos,
Com paixão, numa intensa compaixão intimista,

Renderem-se em prantos, sem encantos num canto
Sonhos, pesadelos. Uma verdade! Na inverdade
das imagens a sobreposição e sem posição sobre!

Novos e novas, velhos e velhas virgens sob manto
Envolto de um amor platônico e sem alteridade.
Sou eu, sou você, sou eu sem você: Um ser podre!!
(Sartário Wilen)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Perenidade

Na cama arrumada a pequena boneca de louça
Uma criança alegre in locus num brincar vivia
A menina foi-se embora, num repente a moça
O sangue distinto em seu corpo um sinal tangia

Na parede, um cantor de rock se postava
Em plena adrenalina ouvia cantigas de amor
Um choro implodiu uma vida e o branco vasava
Pela mulher, a moça foi-se sem nenhum rancor

Móveis? O brilho dormia! Na garganta? Nó!
Início do canto final agora em execução
Outro espaço, outro choro e outra vida

Ponto final: alegrias, tristezas, rusgas, rugas e avó!
A Mulher despediu-se contente virou geração:
Com a bençao do Pai! Volta ao pó! Sina cumprida.

(Sartório Wilen)