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Sonetos e Sonetos

A poesia é o alimento do espírito!!
O leitor é o alimento do ego!!
O autor deve ser devorado pelo leitor!!!!

domingo, 11 de outubro de 2009

Lição da vida!!!

Veio avô , veio o pai, veio o filho!
Foi o milhão, foi o mil, foi o tostão
Veio a vó, veio a mãe, veio a filha
Foi a fazenda, foi a moda, foi a grife

Veio o dinheiro, veio o cheque, veio o cartão
Veio dívida, veio a cobrança, veio o Serasa
Veio a vergonha, isolamento e depressão
Foi chácara, foi o carro, por fim a casa.

Veio a pose, veio a arrogância e a hipocresia
Veio a luxúria, veio o prazer e o ego só crescia
Foi quando o basta não bastou para parar

Veio a escola da vida para ensinar
E redimensionar o ser hipócrita: reclicar!
Restou somente o ser pirateado a vagar
(Sartório Wilen)

Inconsequente mente!!

Meu coração vaga na vaga devagarinho
Ele não tem medo das abas que desabam
Trajadas de marcas que demarcam
Bem o seu vagar nas buscas de carinho

Ele é meu heroi e o eterno cowboy
Já montou em égua, mula e potranca
Se está a fim não importa se a mula manca
Abestalhado se atira como um playboy

Tem um lindo rosário de mulheres
Entre elas um bocado de malqueres
E uma porção significativa de bemqueres

Do meu outro lado sofro toda pressão
A cada rebento de vida pago pensão
No pagamento é data da apoquentação
(Sartório Wilen)

Nem lá e nem cá!!

Numa ata, não ata e nem desata!
Numa casa, não casa e nem descasa!
No coração nem cora, nem ação!
Paixão? Nem paixão e nem compaixão

Como ré fugiu em busca de refúgio
Como pressa agiu como reagiu
No ocaso do acaso, sem caso eu caso
Para acabar com este estranho caso

Incomoda-me o coração sem jeito
Não se acomoda numa situação cômoda
Só se atina quando mal está já feito

Não posso viver nestas variações e desvarios!
Desvencilhar-me desta situação incômoda
É meu intento, antes de não ter mais jeito
(Sartório Wilen)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Quase!!!

Voando lá no alto ela vem
Numa velocidade estonteante
Vem que eu te quero bem
Do pé de um centroavante

Posto-me no gol: o portal.
Flexiono o joelho, é a partida
Vem o impulso com força total
Num vôo em busca da rebatida

Batos asas e as mãos na frente
Cara a cara eu e ela no repente
É a bala do direto concorrente

O grito preso na garganta
A arquibancada se agiganta
As pontas de dedos a espanta
(Sartório Wilen)

Com puta dor!

Em frente ao meu computador
De frente com a minha puta dor
Tento retirar o vício arpão da dor
É um voo sem asas do arpoador

Meus olhos vidrados no monitor
Saudade persiste sem um monitor
Sofro na pele, por ser um tomador,
E que no coração só toma a dor

No teclado sou apenas um teclador
Para, com palavras, só teclar a dor
E com as rimas apenas um separador

Das sílabas poéticas sem separar a dor
Meus olhos é apenas um verificador
De amor, que nem sequer verifica a dor
(Sartório Wilen)

O samba da vida!!

Te cotuco ou não cotuco?
Cotuco aqui ou cotuco lá?
Te cotuco ou não cotuco?
Cotuco aqui ou cotuco lá?

Dizem no batuque: o Surdão,
O Reco-reco, o Tamborim,
A Cuíca, o Cavaco e Violão!
Todos para alegrar a mim

A existência e o adverso,
Nos versos e nas rimas
Soam na mais linda canção

Minha solidão vira verso
Meus problemas viram rimas
Minha história uma canção!
(Sartório Wilen)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um olhar diferente!

Eu quero escavar dentro de ti,
É lá que está a fonte de inspiração
Achar o veio deixar transbordar
Ou mesmo até jorrar em palavras

Saciar a sede do mundo ignorante,
Que sedento está desse saber!
Do saber esquecido:do óbvio!
Do terreno, do real e do sonhado.

Deixar à mostra as suas amarguras
Deixar à mostra as suas aventuras
Deixar à mostra as suas venturas

Deixar à mostra a sua beleza,
O seu interior, a sua pureza
E gravar páginas com leveza
( Sartório Wilen)