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Sonetos e Sonetos
O leitor é o alimento do ego!!
O autor deve ser devorado pelo leitor!!!!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Última canção!!
Roupas largadas pelo chão
Lençois e fronhas sob o pinho
Dava o tom da última canção
Duas cordas voltaram ao pó
Uma desgraçada era a Ré
Faltou a corda para a nota Dó
A Sol enroscada na minha fé
O amor não estava, foi embora
Eu não o via já nem tem hora
Foi por um instante a Inspiração
Foi por um instante o meu sofrer
Minha saudade se foi, ficou a canção
Para inspirar e nortear o meu viver!
(Sartório Wilen)
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Perdoe-me Zé!!!
Machado diz com propriedade
Porém o coração é só emoção!
Como falar a ele sobre sobriedade?
Rirá louco como se fôssemos palhaços
Nesta luta, receberei vários estilhaços
Não tenho voz sobre as coisas do amor
Parece viciado em embebedar-se de dor
Acredito no grande escritor Machado
Mas, Caro José Maria, se você fosse vivo,
Também se sentiria um achincalhado!!
O corpo acostuma a viver atrapalhado!
E estaria como eu: Quieto! Eu sobrevivo!
Você estaria tambem quiças abestalhado!!!
(Sartório Wilen)
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Alter Ego!!
(Sartório Wilen)
Verdureiro!!!
Verdureiro!!!
Ele que vá plantar chicória!!!
Sem tempo!!!
Sem tempo!!!
O tempo é dividido em três partes:O passado, o presente e o futuro
Só de pensar já tive três infartes
Por isso um novo tempo procuro
O tempo presente nem poderia ser o já
O agora é o presente, segundos depois
Num passado se transforma e não dá
para o sentir sozinho e nem a dois
O já num segundo ou num picar foi-se
Como vida em uma lámina de uma foice
Ou atirada como uma qualquer num alfoice
É tão fugaz que não sinto o meu estado
O futuro e o presente fundem-se passado
A lamentar fico, diante do espelho, agoniado
(Sartório Wilen)
sábado, 24 de outubro de 2009
O Delator!!!
(Sartório Wilen)
Pura Lavagem!!
Cai a chuva lá fora
E pinga aqui dentro
A chuva penetra no chão
A pinga penetra em meu corpo
A chuva pela sarjeta escorre
A pinga pela minha veia corre
A chuva leva a sujeira da rua
A pinga deixa a minha vida nua
A chuva alaga a cidade e transtorna tudo
A pinga me alaga a cabeça eu me desnudo
As sujeiras ficam expostas na calçada
Meus problemas expostos na calçada
A prefeitura limpa e desentope o bueiro
Recolho minhas vergonhas o tempo inteiro
(Sartório Wilen)
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Comedimento!
Adulto se constrói durante o dia a dia
O jovem se acha senhor da capacidade
Ele se enconde atrás da menor idade
Sonha tanto e luta pela sua liberdade
Não percebe que ela só está presente
E acompanhada da responsabilidade
Mesmo que esteja com o pai ausente!
Não mede as consequencias da emoção
Para no depois sucumbir diante da razão
Problemas e problemas e com muitos ais
Queridos filhos! respeitem os seus pais!!
Filhos! Curta a vida, seja um ser ordeiro!!
Ou terá depois de respeitar um carcereiro.
( Sartório Wilen)
desejo ardente!!
De tecido vermelho fino transparente
Posta em minha frente para ser devorada
Imóvel a esperar, porém muito receptiva
O seu calor transcende o espaço
Sob meu olhar todo vermelho amor
Sabe que vai morrer em minhas mãos
Deitada esparramada espera da hora
A faca é o meu instrumento do prazer
Enfio-lhe a lâmina em seu ventre
O vermelho e o branco se dividem
Ela se torce toda diante do meu olhar
Minha boca cheia de puro desejo, então
Como o primeiro pedaço da parmegiana
(Sartório Wilen)
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
ESPAÇO SABINA CULTURAL
Programação - Palestras
21 de out – quarta – 19h30 :“Prosa, Poesia e Música - Processo de criação.”
Prof. Ademar Oliveira de Lima
Especializado em Literatura e músico
Prof. Maurício Sérgio Dias
Mestre em História e músico
28 de out - quarta – 19h30: “De médico e louco todo mundo tem um pouco”
Reflexões sobre a saúde mental na contemporaneidade
Prof. Wilson Klain
Psicanalista, professor universitário, pós-graduado (PUC-SP) e editor do site Psicologia no Cotidiano
04 de nov – quarta – 19h30: “Escolhas que eu faço”
Dra. Neide Abreu
Médica pediatra, terapeuta de família e casal
Local: Rua São Roque 65 - Arvore Grande - Sorocaba
Sabina Gourmet - Piso superior da Padaria Sabina
Vagas limitadas por ordem de chegada
A vida vai me levar!!
Vem o descanso não tem mais jeito
Por ele largo até o tudo
Consumir a vida num enredo
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Dependente!!
Ele veio muito depois
Um mais um são dois
A vida me propunha
Acolheu-me por inteira
Um amigo sem igual
Sempre tenho o seu aval
Está ali e onde eu queira
Já me levou em lugar incrível
Também a lugar horrível
Já me deixou em desnível
Mas também acessível
Para ele é imprescindível
Beber tudo em combustível
(Sartório Wilen)
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Tudo conversa mole!!!
- É só inventar qualquer coisa!
- O papel é bom ele aceita tudo!
Eu escutei isso por aí a fora
Peguei um papel e uma caneta
Pus a mente para funcionar
Virei e revirei a minha caixola
A minha porca torceu o rabo
Não achei rosca alguma
Nem torcendo o parafuso
E o que realmente percebi?
Me senti cansado e irritado
Veja o meu grande resultado:
Sou um escritor fracassado!!
(Sartório Wilen)
domingo, 11 de outubro de 2009
Lição da vida!!!
Foi o milhão, foi o mil, foi o tostão
Veio a vó, veio a mãe, veio a filha
Foi a fazenda, foi a moda, foi a grife
Veio o dinheiro, veio o cheque, veio o cartão
Veio dívida, veio a cobrança, veio o Serasa
Veio a vergonha, isolamento e depressão
Foi chácara, foi o carro, por fim a casa.
Veio a pose, veio a arrogância e a hipocresia
Veio a luxúria, veio o prazer e o ego só crescia
Foi quando o basta não bastou para parar
Veio a escola da vida para ensinar
E redimensionar o ser hipócrita: reclicar!
Restou somente o ser pirateado a vagar
(Sartório Wilen)
Inconsequente mente!!
Ele não tem medo das abas que desabam
Trajadas de marcas que demarcam
Bem o seu vagar nas buscas de carinho
Ele é meu heroi e o eterno cowboy
Já montou em égua, mula e potranca
Se está a fim não importa se a mula manca
Abestalhado se atira como um playboy
Tem um lindo rosário de mulheres
Entre elas um bocado de malqueres
E uma porção significativa de bemqueres
Do meu outro lado sofro toda pressão
A cada rebento de vida pago pensão
No pagamento é data da apoquentação
(Sartório Wilen)
Nem lá e nem cá!!
Numa casa, não casa e nem descasa!
No coração nem cora, nem ação!
Paixão? Nem paixão e nem compaixão
Como ré fugiu em busca de refúgio
Como pressa agiu como reagiu
No ocaso do acaso, sem caso eu caso
Para acabar com este estranho caso
Incomoda-me o coração sem jeito
Não se acomoda numa situação cômoda
Só se atina quando mal está já feito
Não posso viver nestas variações e desvarios!
Desvencilhar-me desta situação incômoda
É meu intento, antes de não ter mais jeito
(Sartório Wilen)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Quase!!!
Numa velocidade estonteante
Vem que eu te quero bem
Do pé de um centroavante
Posto-me no gol: o portal.
Flexiono o joelho, é a partida
Vem o impulso com força total
Num vôo em busca da rebatida
Batos asas e as mãos na frente
Cara a cara eu e ela no repente
É a bala do direto concorrente
O grito preso na garganta
A arquibancada se agiganta
As pontas de dedos a espanta
(Sartório Wilen)
Com puta dor!
De frente com a minha puta dor
Tento retirar o vício arpão da dor
É um voo sem asas do arpoador
Meus olhos vidrados no monitor
Saudade persiste sem um monitor
Sofro na pele, por ser um tomador,
E que no coração só toma a dor
No teclado sou apenas um teclador
Para, com palavras, só teclar a dor
E com as rimas apenas um separador
Das sílabas poéticas sem separar a dor
Meus olhos é apenas um verificador
De amor, que nem sequer verifica a dor
(Sartório Wilen)
O samba da vida!!
Cotuco aqui ou cotuco lá?
Te cotuco ou não cotuco?
Cotuco aqui ou cotuco lá?
Dizem no batuque: o Surdão,
O Reco-reco, o Tamborim,
A Cuíca, o Cavaco e Violão!
Todos para alegrar a mim
A existência e o adverso,
Nos versos e nas rimas
Soam na mais linda canção
Minha solidão vira verso
Meus problemas viram rimas
Minha história uma canção!
(Sartório Wilen)
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Um olhar diferente!
É lá que está a fonte de inspiração
Achar o veio deixar transbordar
Ou mesmo até jorrar em palavras
Saciar a sede do mundo ignorante,
Que sedento está desse saber!
Do saber esquecido:do óbvio!
Do terreno, do real e do sonhado.
Deixar à mostra as suas amarguras
Deixar à mostra as suas aventuras
Deixar à mostra as suas venturas
Deixar à mostra a sua beleza,
O seu interior, a sua pureza
E gravar páginas com leveza
( Sartório Wilen)